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Inclinações

Eduardo Graeff, 16/05/13

Eugênio Bucci, comentando diferentes declarações de Joaquim Barbosa, deixa no ar uma pergunta interessante.

Dois Joaquins - Eugênio Bucci - Estadão

...se ele reclama das “inclinações à direita” que enxerga nos jornais, isso significa que o segundo Joaquim Barbosa, “cidadão livre e consciente”, tem uma inclinação de esquerda. Ao que você, leitor, vai perguntar: “Mas como pode ser? Então, quer dizer que o grande responsável pela condenação dos réus do mensalão - muitos dos quais se declaram de esquerda - é ele mesmo de esquerda? E votou como a direita gostaria que ele votasse?”

As respostas para isso existem, mas elas nos levariam a outras dialéticas distantes, que aqui não vêm ao caso.

Aventurando-me nas “dialéticas distantes”, eu diria que a resposta é simples:  no mensalão, como em geral no seu estilo vale-tudo de luta pelo poder, o PT se comporta como direita.

Não a direita ideal anglo-saxônica, liberal na política e conservadora na economia. Mas a direita real brasileira, truculenta na política e estatista na economia. Com cujos velhos próceres Lula e seus “homens novos” estão totalmente abraçados.

Barbosa, com seu estopim curto, atira mais para o lado certo. Bucci é acima de tudo um crítico ponderado.

ideias · corrupção, direita, esquerda, pt, stf
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Repitam comigo: pri-va-ti-za-ção

Eduardo Graeff, 10/05/13

Simplesmente inacreditável: a medida provisória que Dilma Rousseff e seu time não conseguem aprovar no Congresso serviria para anular um decreto de Lula.

Governo pode fazer reforma dos portos por decreto - Folha de S. Paulo

A legislação em vigor permite que os terminais privados transportem cargas próprias e de terceiros, mas o decreto 6.620, de 2008, que regulamentou a Lei de Portos de 1993, afirma que a movimentação de carga própria tem deve ser “preponderante” nos terminais privados.

Na prática, isso restringe a atuação dos terminais privados, deixando as empresas com menos opções e contribuindo para o congestionamento dos portos públicos.

Na época em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva baixou esse decreto, os petistas achavam necessário defender os portos públicos contra o que era visto como concorrência predatória dos terminais privados.

Agora, o governo quer exatamente estimular a concorrência entre terminais privados e públicos, e por isso estuda uma mudança no decreto de 2008 que elimine as restrições que ele impõe.

Na origem do embrulho está a alergia ideológica do PT à privatização - ao capitalismo, na verdade. Depois eles se decepcionam porque os capitalistas não investem.

Com tanta confusão mental, não dá para operar direito nem o capitalismo de estado meia-boca que é o sonho deles.

gestão · infraestrutura, porto, privatização, pt
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O céu não é o limite

Eduardo Graeff, 15/04/13

A economia atola mas os ministros decolam sem parar. A FAB já voou com eles o equivalente a 10 idas e voltas à Lua, segundo o Estadão.

A FAB não revela o custo da mordomia.

Viagens pessoais e para eventos partidários entram na agenda maquiadas como compromissos oficiais.

- É a esquadrilha da fumaça?

- Não. É o governo da Dilma.

política · dilma rousseff, fab, mordomia
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Não podemos dizer que eles não avisaram

Eduardo Graeff, 11/04/13

O video acima, de 2007, foi retirado do ar pela direção do PT. “Realismo socialista” demais. Veja o que ele diz sobre “hegemonia”:

Para extinguir o capitalismo e iniciar a construção do socialismo, é necessário, em primeiro lugar, realizar uma mudança política radical. Os trabalhadores precisam transformar-se em classe hegemônica e dominante no poder de Estado. Não há qualquer exemplo histórico de uma classe que tenha transformado a sociedade sem colocar o poder político - Estado - a seu serviço.

Com a oposição partidária enfraquecida, os dois grandes obstáculos a esse projeto são a imprensa livre e a justiça independente.

A bola da vez é o Supremo Tribunal Federal, que teve a audácia de condenar a cúpula do PT e do governo Lula pelos crimes do mensalão.

O PT vai fazer - está fazendo - de tudo para desmoralizar, intimidar o STF e garantir que os próximos ministros nomeados sejam aliados fiéis do partido.

política · autoritarismo, hegemonia, judiciário, liberdade de imprensa, pt, socialismo, stf
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O mico é nosso

Eduardo Graeff, 10/04/13

Carlos Lessa é contra socorrer Eike Batista às custas da Petrobras. Prefere que o governo nacionalize o Porto de Açu e a jazida de ferro da MMX e os use para capitalizar a Vale.

Que é que Dilma Rousseff vai fazer: socializar o prejuízo ou nacionalizar os ativos de Eike?

O coração brizolista da presidenta deve se agitar com a ideia de uma velha - e justificada! - nacionalização.

Mas o pragmatismo dos companheiros pende para o outro lado. Diz Lessa:

O grupo Eike é uma criatura do PT. Digo que a realização do PT no campo social é o Bolsa-Família. E, no campo econômico, botar o Eike no pódio internacional das fortunas.

economia · dilma rousseff, eike batista, estatização, petrobras, petróleo
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Pisa no tomate

Eduardo Graeff, 04/04/13

Má notícia: Dilma Rousseff quebra Petrobrás, Eletrobrás, BNDES. Agora, a boa: ela já criou cinco novas estatais.

Se a inflação continuar subindo, pode escrever: vem aí a Tomatebras.

Tem cantina tirando molho de tomate da macarronada. Se tirarem da pizza, o Congresso para.

economia · dilma rousseff, estatização, inflação
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Corrupção de Sarney a Lula

image O ebook Corrupção de Sarney a Lula pode ser baixado gratuitamente em três formatos: PDF (para imprimir), EPUB (para iPad) e MOBI (para Kindle). Uma versão em inglês (capa acima) está a venda na Amazon.com.

Artigos


Abismo logístico

Editorial, O Estado de S. Paulo, 15/05/13
Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mostra que há um abismo a separar o Brasil de seus principais competidores no mercado internacional no que diz respeito à infraestrutura de transportes.

Mudar, mas não tanto

Rubens Ricupero, Folha de S. Paulo, 29/04/13
O Brasil se parece cada vez mais à Venezuela e à Argentina. A afirmação choca porque estamos longe de falsificar a inflação ou perseguir a imprensa. Contudo, nos indicadores econômicos básicos --inflação e, sobretudo, acelerada deterioração das contas externas e da dívida bruta-- vamos pelo mesmo caminho.

Xadrez com os pombos

Fernando Gabeira, O Estado de S. Paulo, 26/04/13
"Discutir com esse governo é o mesmo que jogar xadrez com um pombo. Ele sapateia no tabuleiro, desarranja todas as peças e sai com o peito estufado, proclamando vitória."

Democracia Para Mudar

Eduardo Graeff, 17/04/13
O texto a seguir sistematiza contribuições submetidas ao Congresso Estadual do PSDB de São Paulo encerrado em 6 de abril último.

Democracia Para Mudar: Introdução

Eduardo Graeff, 17/04/13
O PSDB repudia a delinquência política e respeita a justiça, o parlamento, os órgãos de controle do governo, a imprensa livre, a sociedade organizada e o cidadão consciente de seus direitos, como esteios que são de um país mais justo, livre e democrático.

Democracia Para Mudar: I - Transparência

Eduardo Graeff, 17/04/13
Transparência é arma do cidadão contra a corrupção, o mau uso do dinheiro público, o aparelhamento da máquina do governo por partidos e grupos privados, a favor da participação popular na formulação e execução de políticas públicas que respondam de fato às aspirações da sociedade. Boa política, para nós, é a que põe o cidadão no centro das ações do Estado.

Democracia Para Mudar: II - Representação

Eduardo Graeff, 17/04/13
Nossa posição sobre as propostas de reforma política em discussão deve ser pautada por uma preocupação: a valorização do eleitor e o fortalecimento de seu vínculo com os representantes eleitos. Reforma para conferir mais poder ao cidadão, não para eternizar no poder um partido político.

Democracia Para Mudar: III - Segurança

Eduardo Graeff, 17/04/13
A defesa dos direitos humanos não é incompatível com o exercício da autoridade. Ao contrário, o exercício firme do poder coercitivo do Estado, sobretudo contra a escalada da corrupção e do crime organizado, é um imperativo da preservação dos direitos que conquistamos com a democratização do país.

Democracia Para Mudar: IV - Desenvolvimento

Eduardo Graeff, 17/04/13
Nos últimos dez anos, o partido no comando do governo federal colheu os frutos da herança que chama “maldita”: a estabilidade econômica e as grandes mudanças institucionais legadas pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Não plantou, porém, o que ainda falta ao país: uma estratégia sustentável de crescimento econômico com distribuição de renda e bem-estar.

Inflação: de volta ao passado?

Luiz Carlos Mendonça de Barros, Valor Econômico, 15/04/13
Nos últimos anos, a inflação no Brasil nunca ficou abaixo dos 5% ao ano por um período mais longo. Um sinal claro de que não conseguimos sair da armadilha de um sistema de preços indexados à inflação passada e, portanto, ultrassensível a choques externos de oferta.

Reforma ou golpe?

José Serra, O Estado de S. Paulo, 11/04/13
Ainda bem que a Câmara dos Deputados parece ter sepultado a proposta de reforma política petista. O ruim - o modelo que temos - ainda é melhor do que o pior, representado pela proposta que o PT pretendia enfiar goela abaixo do País, já que não houve debate a respeito.

‘O governo deveria estatizar o Porto do Açu’

Carlos Lessa, entrevista a O Estado de S. Paulo, 10/04/13
Grupo de Eike Batista foi criado por uma bolha especulativa de 'proporções colossais', diz professor da UFRJ.
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